segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Pode ser que sim, pode ser que não

Qualidade de vida –
um resultado de quê?

Eis o tema que o Dr. Lister Vianei Borges discorreu no último filosofandoagora, dia 27/09/2011. Abaixo segue uma síntese de algumas questões que foram abordadas por ele e resumidas por mim. Esclareço que determinadas afirmações, termos e imagens serão compreendidos somente por aqueles que estiveram presente.



O tema de uma palestra no formato de pergunta é um tanto instigante e atrativo, pois subentende-se que o palestrante responderá a própria questão.
Pode ser que sim, pode ser que não



Pode ser que sim, pode ser que não,
Mas a busca por respostas, receitas e formulas mágica ou farmacológica é um fato em nossa existência. Fato que está intimamente ligado à noção de sobrevivência. É também um fato acreditarmos que são as respostas que farão alguma diferença em nossas vidas. Daí o anseio por um roteiro pronto. Porém, há dois pontos com relação às respostas que merecem uma análise. O primeiro é que a receita pronta do tipo: “faça isso e será feliz”, não se adequa a todos. O segundo ponto é que o caminho para se alcançar a tão sonhada qualidade de vida, na vida, é um tanto duro de ser trilhado, isso exige um esforço consciente e disciplinado do ser que pretende ser humano. Contudo, qual caminho devemos trilhar? Não sei, só sei que o caminho das perguntas é bastante interessante. Bem mais produtivo que o das respostas, do tudo pronto, do tudo fácil e do conforto excessivo.
Pode ser que sim, pode ser que não,
Mas dizer que o “desconforto é estimulo evolutivo” é um discurso de quem tem coragem de dizer o que deve ser dito. Hoje vivemos para trabalhar ao invés de trabalharmos para viver. Desse modo, temos tudo e ao mesmo tempo nos falta o essencial. Sabemos que é essencial, mas não sabemos o que falta. E assim esse vazio vai aos poucos nos consumindo e nós vamos consumindo aqui, consumindo acolá, além de nos transformamos em neuróticos por não sabermos “Quem somos”, isto é, por desconhecermos a nossa vocação.
“Neurose é o sofrimento da alma que ainda não encontrou sua vocação” Jung

Pode ser que sim, pode ser que não,
Mas o fato é que a qualidade de vida é multifatorial. Isso significa que a nossa existência depende de um conjunto de coisas e fatores, depende também de um terreno onde estão as nossas possibilidades e também fragilidades. E depende, fundamentalmente, de sabermos viver com os nossos recursos existentes.
Pode ser que sim, pode ser que não,
Mas quando se fala em qualidade de vida, bem-estar e conforto (o que não necessariamente nos proporciona a qualidade de vida) dificilmente se pensa na reconstrução de si mesmo, ou seja, na construção de novos valores, desejos, emoções, etc.


Pode ser que sim, pode ser que não,
Mas rever conceitos, valores e desejos são essenciais. Já que essencial é aquilo sem o qual não se pode existir. A reconstrução de si faz parte do processo evolutivo e tem por finalidade a própria sobrevivência. Não é uma tarefa fácil, porque é preciso colocar as mãos na massa, também não é uma reconstrução reconfortante, uma vez que olhar para dentro de si requer coragem, compaixão, humildade e fé. Mas eis uma tarefa essencialmente necessária.

Pode ser que sim, pode ser que não,
Mas tudo que educa e adestra começa com a letra “P”. Pais, parentes, padrinhos, professores, padres, pastores, etc... Ah! E portadores de TV. Pensem nisso, ou em outras coisas, pois o “Pensamento” também adestra ou educa. Pensem nisso, pois o homem moderno já passou do tempo de tornar-se esclarecido, abandonando assim sua condição de menoridade. Isso é Kant e não Kent.
“A doença nada mais é que o desacordo entre o intelecto e a vontade” Kent

Pode ser que sim, pode ser que não,
Mas os pais não podem ser amigos de seus filhos. Amigo acoita, passa a mão na cabeça é permissivo. Os pais podem ao menos ser amigáveis, mas jamais amigos. E é assim que tem de ser. Se teu filho, menor de 18 anos, lhe pede o carro, o que dizer? Não há conversa, simplesmente justifique dizendo que isso é contravenção penal. Simples assim.



Pode ser que sim, pode ser que não,
Mas o fato é que para termos qualidade de vida é preciso aprender uma coisa simples: respirar. Um pressuposto básico da existência humana que poucos conseguem realizar de modo correto e consciente. Respirar conscientemente nos permite permanecer no Agora (...filosofando), isso é fundamental, pois centrar no momento presente nos retira do passado e do futuro, evitando respectivamente depressão e ansiedade.
Pode ser que sim, pode ser que não.

Vejam outras Mafaldas e Mafaldos que apareceram por lá...






Um abraço carinhoso,

E até o próximo encontro com
Sérgio Carvalho
...

Silvia Soares SAnt´Ana
Coordenação Projeto filosofandoagora

domingo, 4 de setembro de 2011

Qualidade de vida – um resultado de quê? – 27/09/2011

 “Filosofia como Arte de Vida”
Apresenta a palestra:



Qualidade de vida –
um resultado de quê?


Palestrante:
Lister Vianei Borges
Médico Homeopata e psicoterapeuta

Praticar atividades físicas
Sorrir mais e dormir o suficiente
Comer menos e beber moderadamente
Ser positivo, proativo, solidário
Praticar hábitos saudáveis
Cultivar bons amigos
Amar e brincar
Dançar?
 enfim.
Eis uma lista de conselhos que alguns médicos prescreveriam, além dos medicamentos, a seus pacientes para que os mesmos tenham saúde e qualidade de vida. Mas será que isso basta? Se não basta, onde estará o nó do conflito, do estresse, da depressão, dos vícios (alcoolismo e tabagismo)? Só para mencionar alguns dos males vivenciados numa das épocas em que mais se investe em tecnologias na área de saúde.
Venham conversar com Dr. Lister e tentar descobrir o seu caminho do meio...


Visitem o blog Homeopatia.Med


Data: 27/09/2011
Horário: 19 horas

Entrada : 01 lata de leite em pó
Local: Espaço Cultural do Mercado Municipal



Nós somos aquilo que fazemos repetidamente.
Excelência, então, não é um modo de agir,
mas um hábito.
Aristóteles





Silvia Soares Sant’Ana
Realização e Coordenação
Projeto Filosofandoagora
 

INFORMAÇÕES:
 
silviasfc@yahoo.com.br



 
Apoio:
Secretaria Municipal de Cultura


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Aconteceu no Filosofoandoagora 09/08/2011

A palestra:

"Alimentos para o corpo e para alma - 
 
a perspectiva védica para dietas"


 Cristina Chiang

Graduada em Administração e especialização em beleza e alimentação pela Ayurveda ("Swasthavritta"), área em que atua há 9 anos.
Formada pela Escola Yoga Brahma Vidya no Brasil, com vinculos e especializações na India, nas seguintes instituicoes: International Academy of Ayurved, Maraharstra, India; Atharva Ayurved Clinic & Panchakarma Centre, Maharastra; School of Ayurveda & Panchakarma, Kerala; Dravyaguna Department - Bangalore University (Karnataka), Ayurvedic Hospital and Herbal Center of Narendrapur-Ramakrishna Mission Kolkota, (Bengala); Sri Jayendra Saraswathi Ayurveda College & Hospital, (Tamil Nadu). Realizou diversas pesquisas em SPAs e Centros Ayurvedicos na Asia em outros paises alem da India (Indonésia, Cingapura e Malasia) e Estados Unidos (Hawai, Florida e Nova York). 
 Também atua no segmento corporativo em parcerias de consultoria para desenvolvimento organizacional.  Atende regularmente no Yoga Flow Ciyman em São Paulo e no núcleo Kalayasa em Uberlândia, Rua Mário Porto, 455, Lídice.


 Segue abaixo, uma síntese do encontro...

A reflexão abaixo refere-se ao entendimento que consegui absorver da belíssima palestra de Cristina Chiang. Fiquei muito insipirada com o assunto que resolvi escrever um pouco mais. Partilho então com vocês o meu entendimento.

Quando se fala em alimento a primeira imagem que nos vem à mente é a de um delicioso prato de comida. De preferência aquela que mais gostamos. Isso é verdade, mas comida não é só aquilo que ingerimos, em especial para satisfazer as necessidades  fisiológicas. Desde os tempos mais remotos da história da humanidade o alimento sempre foi muito mais do que uma condição de sobrevivência.  Na perspectiva védica, segundo Cristina alimento é aquilo que serve para nutrir a vida dos seres vivos, é também o que mantém o fogo vivo, a luz irradiando, etc...   
Cristina também esclareceu uma antiga visão do conceito “alimento” que para nós, ocidentais, é um fato novo, mas antigo e praticado por muitos. A visão milenar de que o ar que respiramos, as impressões do ambiente captadas pelos  cinco sentidos, os pensamentos (negativos ou positivos) e as emoções, são também considerados alimento.  É nesta perspectiva que o alimento vai muito além do que está no meu prato, de acordo com a palestrante.
O fato é que nós, vivendo ou sobrevivendo à correria do dia-a-dia, nos negamos a ver numa atitude de base  reflexiva aquilo que o nosso corpo realmente necessita para, além de saciar a fome, estar em equilíbrio.

 Compreendi que um dos caminhos para encontrarmos equilíbrio é a observação consciente do que foi ingerido e ainda verificar se o que ingerimos foi digerido, se o que foi digerido foi absorvido e se o que não foi absorvido foi eliminado. Eis os quatro momentos diário na vida de uma pessoa que devem ser realizados em perfeita harmonia:
Dieta, Digestão, Absorção e Eliminação.

No entanto, esses quatro momentos não dizem respeito somente ao alimento comidinhas e bebidinhas. Fundamental é digerir a pressão do trabalho, o estresse no trânsito, as frustrações, os conflitos interpessoais, etc.  E mais do que isso, é imprescindível eliminar, ou seja,  jogar para fora tudo aquilo que não necessitamos como: medo, insegurança, ansiedade, apego, inveja, avareza, ódio, ressentimento  etc.

Por esses motivos determinadas pessoas que seguem uma dieta de baixa caloria, mesmo praticando atividades físicas não conseguem emagrecer, ou engordar se for o caso. Importante rever os conceitos, rever as ideias, os próprios valores e tudo aquilo que não estamos conseguindo digerir, absorver ou eliminar. Segundo Cristina é preciso coragem para ser saudável. É preciso coragem porque tudo isso pressupõe escolhas e as escolhas pressupõem perdas e pressupõem mudanças também.
Hoje vivemos uma realidade desumana quando se fala em alimento. Desumana porque 2/3 da humanidade está morrendo de fome enquanto 1/3 morre de ingestão. Mas o que é que eu tenho a ver com isso? Nada?  Será? Não é pelo fato de termos o privilégio de nos alimentarmos todos os dias que podemos esbanjar comida deixando sobras nos pratos. Como disse Cristina, nada impede que a minha atitude seja devocional. Se não queremos ou não podemos ajudar às vítimas da fome na Somália que estão carecendo de ajuda imediata para sobreviver, também não precisamos praticar o desperdício, o que representa falta de ética humanitária e amor ao próximo (se é que existem pessoas que realmente amam o seu próximo).
  

Essas questões de valores e fundo moral também fazem parte de uma lista de fatores, encontrados nos Vedas, que fundamentam uma dieta saudável, além da constituição individual, características dos alimentos, procedência,  preparo, capacidade de digestão, absorção e eliminação.

 Outro fato muito interessante e não muito comum é o significado de "dieta". No cotidiano se diz: estou de dieta, seja para emagrecer ou engordar. Dieta para nós é sinônimo de regime, período no qual se abstém ou faz-se uso de determinados alimentos para emagrecer ou aumentar o peso. Já na perspectiva védica "dieta" significa hábitos alimentares individuais. Pois para os Vedas tanto os alimentos quanto à constituição das pessoas são formados pelos cinco elementos que estabelecem a natureza:
 Terra, Água, Fogo, Ar, Espaço/éter.


Enfim, eis o resumo de alguns assuntos que foram abordados na 6ª Edição do Projeto filosofandoagora.

Quem desejar contribuir com esta reflexão deixe um comentário ou escreva para

Mais informações: http://www.cristinachiang.com/ 




Vejam abaixo alguns dos participantes dessa 6ª Edição

























Muito grata pela presença e carinho de todos
Até o próximo evento

Data
27/09/2011
  
"Qualidade de vida - um resultado de quê?
Lister Vianei Borges
Médico Homeopata e Psicoterapeuta

Beijos
Beijos
Beijos

Silvia Soares Sant'Ana
Coordenação 
 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Alimentos para o corpo e para alma - 09/08/2011



Dando sequência à temática
 “Filosofia como Arte de Vida”


Próxima Palestra:“Alimentos para o corpo e para alma"
A perspectiva védica para dietas


Palestrante:
Consultora, Coach e praticante de Ayurveda


Data: 09/08/2011

Horário: 19 horas

Entrada : 01 lata de leite em pó
Local: Espaço Cultural do Mercado Municipal





Os Vedas são considerados os registros escritos mais antigos da humanidade, onde estão contidos instruções e conceitos sobre vários temas, pertinentes a uma existência humana plena.
A alimentação, sob a perspectiva védica tem seu conceito ampliado e fundamentado nas relações de troca com o meio externo em vários planos.
O que pode ser néctar para uma pessoa pode representar veneno para outra, cada um possui características próprias e diferentes nos níveis: físico, mental, emocional e espiritual e existem muitas possibilidades para se manter saudável e em paz, baseando-se nestes conceitos milenares.
 


"É impossível prevenir-se da morte,
 mas possível prevenir-se das doenças"   
Sarngadhara



Coordenação Projeto Filosofandoagora
Silvia Soares Sant’Ana
Mestre em Filosofia
Facilitadora do Método Orva

INFORMAÇÕES:
034 3083 0500
silviasfc@yahoo.com.br


Um abraço carinhoso

Espero vocês lá...